Após um vôo noturno, de Paris para São Paulo, com escala em Lisboa, retorno finalmente à capital paulista, cidade outrora charmosa sob as influências da cultura francesa no início do século 20.
Os imóveis antigos, os poucos que ainda subsistem na Metrópole sul americana, guardam em seu semblante e interiores as belezas de uma arquitetura cujas linhas mestras dignificavam a arte e a harmonia em traços que refletiam as tendências de épocas que marcaram a evolução da vida inspirada em modelos europeus de civilização: a belle époque, art nouveau, jardinarias à la française ou à inglesa, entre outras belíssimas manifestações em logradouros públicos e espaços privados, os quais foram sendo aniquilados com o "sonho americano".
Paris, nesta segunda década do século 21, prima em mobilidade urbana, em zeladoria pelos equipamentos públicos com recipicientes apropriados para coletas de lixo, banheiros públicos, sinalização para pedestres e motoristas, fontes com formecimento de água potável a todos...
O Velho Continente se inova a cada momento; enquanto o Novo Mundo, em sua arrogância,falta de educação e de espírito cívico, assiste passivamente à deterioração dos espaços públicos de nossas cidades e centros urbanos sem planejamento e reféns de maus gestores na administração dos 5569 municípios espalhados nas cinco macrorregiões do gigante adormecido Brasil.
Adentro a capital paulista e vejo lixo por todo lado, fachadas pichadas, mendigos e meliantes pelas ruas, asfalto remendado, fontes esquecidas e maltratadas,fiação elétrica em emaranhados bizarros, postes tortos, calçadas esburacadas e ao mesmo tempo a velha e rançosa ladianha... "Não Temos Dinheiro"... no país onde ocorreu o maior fenômeno de corrupção da história da humanidade!
Para São Paulo voltar a cuidar de si mesma, devemos prioritariamente olhar para o passado da cidade e seus momentos de "felicidade" em termos de arquitetura, de elegância, de respeito ao citadino ,quando havia uma malha ferroviária que permtia aos brasileiros e viajantes acessar `a charmosa capital, quando nos locomovíamos em bondes elétricos e passeávamos tranquilamente por suas ruas sem o medo de sermos contantemente assediados ou assaltados por indívíduos entregues ao deusdará.
São Paulo está cronicamente inviável enquanto Paris...
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