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18/05/2017 - 18:03:24
Pesquisa mostra que 70% dos moradores de rua de Varginha são da própria cidade
G1 Sul de Minas
Foto: Jota Júnior
Segundo pesquisa, 70% dos moradores de rua de Varginha são da própria cidade (Foto: Jota Júnior)
Problemas com a família levam pessoas a morarem nas ruas, diz centro de apoio
 
Uma pesquisa mostra que 70% dos moradores de rua de Varginha (MG) são da própria cidade. A instituição que fez a pesquisa, o Centro POP, atualmente dá apoio aos moradores de rua de Varginha e afirma que problemas com a família estão entre os principais motivos pra pessoa viver nessas condições.
 
Nas ruas, eles buscam abrigo debaixo da marquise, nas praças ou em qualquer lugar que possam se esconder da chuva, ou do sereno. Mas o que leva uma pessoa a morar na rua? “Minha mãe não me aceita não”, comenta um dos moradores sem se identificar. “A gente gosta de morar na rua”, afirma outro.
 
Todos os dias pela manhã, uma van do Centro POP leva os moradores de rua para a sede da unidade, onde eles recebem café da manhã, tomam banho e podem lavar as roupas. Quem quiser ainda conta outro tipo de ajuda.
 
“Nós disponibilizamos uma assistente, os orientadores sociais, que vão trabalhar seja nas oficinas de convivência e socialização, seja o trabalho mais técnico nosso que procura aprofundar na história de vida deste indivíduo e no pensar essas mudanças, esses projetos no sentido da saída das ruas”, explica o coordenador do centro, Roberto Garcia Gouveia.
 
Atualmente, cerca de 65 pessoas são atendidas pelo Centro POP apenas durante o dia e não é permitido dormir no local. Em Varginha, um albergue, que funcionava perto da rodoviária, acolhia os moradores de rua, migrantes e imigrantes, mas ele foi fechado em maio de 2014. Quem recebe estas pessoas atualmente é o Kerigma, uma comunidade religiosa com sede próxima do aeroporto.
 
Segundo Gouveia, nos últimos meses, o número de reclamações por causa dos transtornos causados pelos moradores de rua aumentou. Eles têm ocupado locais da cidade como a Praça São Charbel. Os comerciantes dizem que o consumo de álcool, drogas e o lixo gerado por eles têm provocado prejuízos ao comércio no local.
 
“Estão abordando os clientes antes mesmo de saírem do carro, então isso tem trazido constrangimento pro cliente, mulheres principalmente, que ficam com medo”, conta o vendedor Júlio Paiva. Os moradores também estão insatisfeitos. “Atrapalha as crianças, que querem brincar, e pras famílias em geral”, completa Marcelo Tiso.
 
O coordenador do Centro POP disse que em caso de problemas, o primeiro passo é ligar para a instituição pedindo um atendimento dos colaboradores. O segundo é cortar qualquer tipo ajuda, principalmente as esmolas.
 
Gouveia acredita que aos poucos a situação dos moradores de rua vem sendo transformada, como é o caso da catadora de recicláveis Ione Aparecida Silva. Depois de 37 anos vivendo nas ruas, ela abandonou a bebida e conseguiu um teto pra morar.
“Hoje eu estou bem melhor do que eu vivi antes. Alguns anos atrás eu sofri muito na bebida, drogas, todas essas coisas aí. Mas agora eu estou livre, tentando viver minha vida limpa.”

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