Coluna | BRASILzão
Fábio Brito
Presidente da Empresa das Artes, editora com mais de 160 obras publicadas nos segmentos de turismo, meio-ambiente e cultura; de guias de viagem a livros de arte. Os textos de Brasilzão são de sua autoria.











PAULO MACHADO BORGES, Mineiro de Verdade
06/12/2017

O Brasil lidera o ranking de exportação de carne de gado no mundo, mas esta realidade é considerada recente se analisado o mundo dos negócios. Mas você já parou para pensar de como criadores de gado começaram este negócio no País, que começou a ser colonizado em 1500? Muita gente audaciosa morreu e outras sofreram em navios pra hoje a carne de gado ser tão popular.

Pensando em contar um pouco da história do zebu no Brasil – que é o gado originário da Índia, onde o grande rebanho não tem utilização para abate – Paulo Machado Borges decidiu contar a saga de sua família na importação de zebu para o Brasil. Na história da raça em solo brasileiro, há dois registros: a primeira importação de Teófilo de Godoy, no século XVIII, que trouxe de navio os primeiros exemplares. Depois foi a vez da família Borges trazer mais de 300 cabeças em três viagens, também por meio a navegação.

No livro ‘Memórias de um ZebuZeiro’, Paulo Machado Borges, relatou em 240 páginas a história da família Borges, precursora na importação de gado puro sangue da Índia para Uberaba/MG. O autor, que na época nem era nascido, hoje tem quase 80 anos, mora no bairro Portinho Pache, em Campo Grande e prepara um segundo livro, onde conta sua vivência: ‘Memórias de um boiadeiro’, também com 240 páginas.

Se no primeiro livro Paulo Machado Borges conta sobre a importação da raça zebuína para o Brasil, onde só havia raças européias que sofriam muito com o calor, a primeira exposição de gado no País que foi realizada por sua família; no segundo livro que será lançado em março de 2016 (antecedendo a Expogrande), o autor conta como era trabalhar em comitivas num País sem estradas, sem pontes. Ele foi criador, administrou fazendas, comprando gado mundo a fora, contratando gente sem qualquer experiência para as comitivas por não ter esta mão de obra já especializada.

Paulo Machado Borges parou de trabalhar em julho de 2004 após sofrer um acidente. Numa curva da estrada Três Barras chocou seu carro contra um caminhão de areia. O impacto foi violento e ele quebrou a 3ª e 2ª vértebras, que o colocou na condição de acamado.

Para a produção do primeiro e segundo livros, além do terceiro que ele ainda faz mistério sobre o teor, pela condição física por conta do acidente Paulo Machado Borges dita seus relatos e um auxiliar passa para o papel. Depois é a vez do editor Fábio Augusto de Brito Ávila entrar em ação.

O editor explica que os livros de Paulo Machado Borges são de fácil leitura e trazem a história da pecuária brasileira, hoje orgulho na exportação. Relatos sobre homens destemidos, visionários que enfrentaram intempéries, pestes, morte e sua própria história de envolvimento com o gado.

    

 

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