Coluna | Fatos e Versões
Rodrigo Silva Fernandes
Advogado e articulista político do Jornal Gazeta de Varginha. Escreve todas as quartas e sextas.
Defensor do marasmo; Costurando; Obra da discórdia; Pizza
25/08/2017

Defensor do marasmo

Toda atividade comercial precisa ser regulamentada, mesmo porque, é sempre possível que existam abusos, há bons e maus empresários! Todavia, em algumas áreas de atuação, o empresário, além de lidar com toda a burocracia e alta tributação dos governos precisa também combater a “síndrome do marasmo e negativismo”, muitas vezes criada por autoridades que deveriam estimular o desenvolvimento e apoiar o investimento. Na área de eventos esta “síndrome” é um problema, ainda mais com alguns vereadores que aparecem pelo caminho. Vejam que o mundo dos espetáculos, shows, promoções sociais de todo tipo, naturalmente envolvem ruídos, barulho etc! Claro que isso acontece dentro de normas e padrões que precisam ser respeitados, contudo, a intolerância ao barulho poderia banir de Varginha ao teatro, shows, espetáculos etc? Talvez seja isso que um vereador tucano esteja querendo para Varginha quando ao invés de criar leis para garantir a paz e tranquilidade de quem gosta de silencio, o edil prefere estimular a Polícia Militar e o governo e punir produtores culturais com fiscalizações sem normas claras!

Defensor do marasmo 2

Esquecem estes “defensores do marasmo” que o turismo de eventos gera renda, emprego, desenvolvimento e muito mais benefícios à cidade! É preciso regular a área para que festas, shows e espetáculos aconteçam de forma a não perturbar, contudo, preservando o direito de quem quer empreender e movimentar a cidade! Varginha já sofre muito com os efeitos deste “retrocesso fiscalizatório e legislativo sem regras” que inibe a realização de qualquer evento na cidade! Ao invés de punir produtores culturais por eventuais excessos, seria mais inteligente normatizar e definir locais, volume e horários! Afinal é preciso respeitar quem, ao invés do entediado vereador tucano, gosta de viver a vida cultural da cidade, que precisa florir e se desenvolver, pelo bem da economia e de muitos que gostam de movimento.

Costurando

O vereador Leonardo Ciacci (PP) solicitou ao Executivo municipal estudos e providências cabíveis para que seja criado um Programa de Incentivo à Sustentabilidade Urbana, que estabeleça descontos progressivos no Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU de imóveis que adotarem medidas de redução de impacto ambiental e eficiência energética, denominado "IPTU VERDE". A medida é mais um projeto oriundo das andanças de Leonardo e das muitas sugestões recebidas pelo edil. Ciacci tem se encontrado com lideranças políticas e empresariais, já se preparando para as eleições de 2018 e do aumento de compromisso no Legislativo no ano que vem, quando deve assumir a presidência da Câmara, substituindo Zacarias Piva, também do PP.

Costurando 2

Nos bastidores Ciacci vai trabalhar 2018 com olhos em 2020! O parlamentar esteve em BH conversando com o deputado Dilzon Melo, presidente do PTB mineiro, e tem bom relacionamento com o parlamentar estadual. Do mesmo modo, Ciacci também mantém longo contato com lideranças de outras legendas como PMDB, Democrata e nos últimos tempo até do PT. O PP de Ciacci e Piva vai chegar a uma encruzilhada em breve, pois os dois vereadores sonham com uma candidatura a prefeito, que pode vir em 2020. Todavia, Piva e Ciacci caminham por lados opostos para chegar ao sonho. Enquanto Piva tem aproveitado o destaque da presidência do Legislativo municipal para aproximar-se do povão e popularizar sua imagem, Ciacci, que é mais conhecido, tem feito contatos e costuras para 2020, abrindo “pontes” políticas e buscando apoios internos nas legendas!

Costurando 3

A coluna acredita que Ciacci tenha uma estratégia mais eficiente, porém, é preciso consignar que ambos, Piva e Ciacci, estão deixando dois quesitos importante para trás: união do próprio grupo político (precisam um do apoio do outro, seja quem for o candidato a prefeito), além disso, precisam unificar esforços num quesito fundamental: recursos para campanha! Na eleição municipal passada, quando Ciacci aparecia com chances reais de vitória nas urnas, a falta de apoio financeiro foi determinante para que o edil deixasse de disputar a Prefeitura de Varginha. 

Se o PP chegar a 2020 sem união de seus líderes locais e sem perspectiva de recurso arrecadado, pode, novamente, não entrar na corrida, mesmo tendo bons competidores! O vereador Piva, mais inexperiente e destemido que Ciacci, não vê tanta importância na construção de apoio político e levantar recursos para campanha, contudo, pode ser abandonado por seus apoiadores de legenda que precisam de uma campanha forte e estruturada em 2020 e não poderia enfrentar uma campanha sem um bom puxador de votos com recursos para gastar!

Perguntar não ofende

Quem é o vereador que deseja colocar na conta do povo o almoço de todos os funcionários das escolas municipais? O edil não sabe que não existe almoço grátis? O almoço dos servidores da Educação e o salário dele são pagos com impostos do povo!

Quem será o terceiro presidente do Legislativo nesta Legislatura (2019)? Será que a base de sustentação do prefeito Antônio Silva se manterá de pé quando os muitos partidos que o apoiam verem a possibilidade de sentar na cadeira hoje ocupada pelo PTB?

Será que a Guarda Municipal vai mesmo enfrentar uma onda de processos em decorrência dos desmandos do comando da instituição sobre os oficiais da tropa? Ou a recorrente lamentação da tropa é para inibir a cobrança por mais trabalho e eficiência?

A recente visita do líder petista e coordenador regional do DEER/MG á Prefeitura de Varginha causou mais urticária no prefeito e seus puxa sacos ou no próprio visitante? Deve ser difícil ao “rei voltar, como visitante, ao castelo que foi perdido para o adversário”!

A comissão de vereadores (formada por edis iniciantes) que analisou a acusação de agressão cometida por um vereador de Varginha a uma equipe de imprensa mostrou a triste realidade política nacional: mudam-se os políticos e mantém-se as mesmas práticas?

OAB

A Câmara Municipal de Varginha entregou no dia 18/08, o Título de Cidadania Honorária Varginhense ao advogado Raimundo Cândido Júnior. Raimundo Cândido Júnior é advogado, tem 65 anos e nasceu em Belo Horizonte. Casado e pai de três filhos, já exerceu a presidência da OAB Mineira por quatro mandatos e por dois mandatos foi Conselheiro Federal da OAB por Minas Gerais. Procurador Regional da República aposentado, professor de Processo Civil e Doutor em Direito, já recebeu o Título de Cidadão Honorário de mais de 30 municípios de Minas Gerais. É filho do renomado jurista mineiro, Raimundo Cândido, que também foi presidente da OAB de Minas, pesquisador e professor da UFMG. Dentre as ações realizadas em Varginha que merecem destaque e justificam a honraria concedida estão o apoio nas conquistas da Casa do Advogado e do Auditório, da OAB/Varginha e de diversas salas da OAB no Fórum, Delegacia e Presídio.

Obra da discórdia

Desde a aquisição do Campus II e da construção da Cidade Universitária, o Grupo Unis vem tentando, junto aos órgãos competentes, a melhoria do trecho que dá acesso às Instituições e ao município de Varginha. Nos bastidores políticos, o pedido desta obra já trouxe inimizade ao reitor do UNIS. Um projeto para a construção de um trecho de acesso seguro no local foi enviado há cerca de 4 anos ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que mesmo dando aprovação, afirmou que não havia verbas para a realização das obras. O trecho em vista passou recentemente para a responsabilidade do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG), viabilizando o início das obras. Nesta terça-feira, foi assinado um protocolo de intenções por parte do Grupo Educacional Unis, a Prefeitura de Varginha, o Porto Seco Sul de Minas e o loteamento Terra Nobre. No local serão construídas duas rotatórias fechadas (semelhantes à reforma que ocorreu há alguns meses no trevo que dá acesso à rodovia Varginha-Três Pontas).

A inciativa pública está apoiando o projeto, porém os gastos serão de incumbência do Grupo Unis e das duas empresas envolvidas. Por ser um trecho que abriga, além de dois campus do Centro Universitário do Sul de Minas, empresas e até moradias, a Instituição se preocupa e tem se mobilizado para trazer o máximo de segurança para alunos e também para os moradores da região. A obra vai durar cerca de 150 dias e será uma grande parceria entre a Iniciativa Privada e Poder Público. Vale destacar que a obra vai unir setores diferentes da economia e da política local, pois coloca na mesma mesa empreiteiros, exportadores de café, uma universidade, bem como líderes políticos adversários do PMDB, PTB e PT, que hoje controlam o Governo Federal, Prefeitura de Varginha e Governo de Minas.

Luz no fim do túnel

O diretor de Interiorização da Junta Comercial de Minas Gerais, Marcos Araújo, contou 8.427 empresas novas neste ano em Minas: foram 27.794 aberturas de firmas, contra 19.367 fechamentos até o dia 21/8. E o saldo de MEIs passou de 83 mil. A recuperação da economia, mesmo com o clima político ainda hostil, pode ser a salvação dos políticos que ainda têm o poder e desejo de reeleição! Afinal, as boas notícias que hoje começam a vir da economia e podem aliviar o bolso do trabalhador destoam e mudam o descrédito reinando por hora na esfera política. As vendas ao exterior, sobretudo agrícolas, vêm puxando nossa economia. Os preços internacionais sobem e o câmbio segue favorável, possibilitando ao Brasil uma balança comercial cada vez mais robusta e diversificada. Internamente, temos um cenário raro de tão benigno, com moeda estável, inflação em mínima histórica e juros em viés de forte baixa. No momento, tudo conspira a favor da economia brasileira.

Economia Criativa

Uma pesquisa Vox Populi sobre a produção artesanal no Brasil revelou um dado curioso sobre os nossos artesãos organizados: 41% têm ensino médio e outros 41%, ensino superior. Isto mostra a força do artesanato como uma opção imediata – e criativa – de ocupação ou sobrevivência dos brasileiros em momentos de crise no país. Segundo o levantamento, artesãos e produtores artesanais ganham muito pouco: média de um salário mínimo/mês. Mas, como são numerosos, cerca de 8,5 milhões, eles somam um grade faturamento: R$ 95 bilhões. E como gastam a metade em matéria-prima, movimentam bem a nossa indústria.

Pizza

Como era de se esperar, o “companheirismo” prevaleceu no caso da comissão que analisou a acusação de agressão supostamente cometida por vereador de Varginha contra uma equipe da imprensa local. O caso ganhou as manchetes e ficou feio para o vereador que protagonizou o caso. Mas vale dizer que a “lama” produzida já “sujou” três outros integrantes da casa que deixam a “mancha” de não terem punido a altura o grave deslize! A coluna vai voltar a comentar o caso.

 

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